ESTATÍSTICA NO COTIDIANO ESCOLAR

05-11-2008 às 22:48:00

ESTATÍSTICA NO COTIDIANO ESCOLAR

 

 

                     Jaci E. S. Nunes

Prof. Kiliano Gesser

Profª. Márcia Vilma Aparecida Depiné Dalpiaz

Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI

Pedagogia (NFD 0081) – Estatística

26/07/08

 

RESUMO

A palavra estatística vem do latim e significa o “estudo do estado”. No século XVI a estatística destinava-se e preocupava-se em descrever as características de um país. Já na metade do século XIX, os estudos são realizados pelo coletivo de uma forma chamada estatística descritiva, pois, a mesma tem a função de organizar os dados. A história da estatística deixa claro que sua função é estatística, ou seja, levantamento de dados em determinada população, no qual se tem um objetivo para adquirir um resultado.

 

Palavras-chave: Estatística; escola; informação.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

O estudo da estatística e sua aplicação vêm sendo usados desde antigamente. Sua finalidade é a classificação e análise, para então obter um resultado. Durante os séculos passou por experimentações de fórmulas e testes. Vários estudiosos se empenharam para o desenvolvimento da estatística. Muitos entraram em contradição e outros usaram dados já existentes para aperfeiçoar suas técnicas.

 

A estatística como parte da matemática aplicada tem papel importante na escola. O estudo da matemática esta ligado à estatística e suas funções.

 

 

2  HISTÓRIA DA ESTATÍSTICA

 

A estatística é uma parte da matemática aplicada. Seu objetivo tem por finalidade a observação, classificação e análise de fenômenos que se reúnem coletivamente. A palavra estatística vem do latim e significa o “estudo do estado”.

 

No século XVI a estatística destinava-se e preocupava-se em descrever as características de um país. Normalmente descreviam sobre a população, as riquezas e os recursos naturais. Desta forma originou-se seu papel numérico na história da humanidade.

 

Já na metade do século XIX a estatística passa por uma generalização das propriedades, nas quais foram observadas em grandes amostras. Começam a ser realizadas as pesquisas das famílias e funções matemáticas. Os estudos são realizados pelo coletivo de uma forma chamada estatística descritiva, pois, a mesma tem a função de organizar os dados. Certas pessoas se destacaram através do estudo da estatística, naquela época temos: Francis Galton e Karl Pearson. Logo surgiu Wilhelm Lexis que colocava em questionamento o interesse pelo estudo do coletivo. Também estudava o assunto o George Polvá, o qual construiu um mecanismo de chances.

Somente a partir do século XIX, quando a responsabilidade do registro dos eventos vitais transfere-se da Igreja para o Estado e estabelece-se, de forma legal, a sua obrigatoriedade em vários países, são impulsionados os estudos demográficos. Surgem também as primeiras análises de morbidade na Inglaterra e nos Estados Unidos, introduzindo-se a abordagem de doenças pelo método quantitativo (BARRETO, 1990, p.20).

 

Percebe-se, no entanto que o estudo das estatísticas não é algo tão recente. Muitos se preocuparam em estudar e desenvolver a estatística. A mesma se deu através de experimentos de pesquisas e cálculos, na maioria das vezes realizada com o coletivo (população). Assim foram criadas amostras, escalas e métodos.

 

 

3 A IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA NA ESCOLA

 

A história da estatística deixa claro que sua função é estatística, ou seja, levantamento de dados em determinada população, no qual se tem um objetivo para adquirir um resultado. Este resultado pode ser: Valor absoluto; valor relativo; amostra; estimador; população; variável contínua; coleta direta e indireta e Rol.

 

Estes resultados são utilizados também para indicar, por exemplo, a produção de uma fábrica, a porcentagem da média de notas dos alunos, a renda per capta das famílias, nascimentos e óbitos, entre outros.

 

Na escola o estudo da estatística tem grande importância, pois, a maioria dos alunos sente dificuldade em entender cálculos e problemas matemáticos.

 

Parece difícil entender que a estatística pode melhorar o entendimento matemático, pois, ela parece ser difícil e complicada.

 

O que acontece é o contrário, sua importância se dá, pelo fato de trabalho com números reais, e para realizar um calculo estatístico é necessário fazer pesquisa, coletar dados e informações sobre o que deseja descobrir.

 

Uma competência nunca é a implantação racional pura e simples de conhecimentos, de modelos de ação, de procedimentos. Formar em competências não pode levar a dar as costas à assimilação de conhecimentos, pois a apropriação de numerosos conhecimentos não permite, sua mobilização em situações de ação (PERRENOUD, 1999, p. 8).

 

 

E quando a escola fornece a disciplina de estatística, vão desenvolver algumas ferramentas estatísticas consideradas indispensáveis como: gráficos; médias; desvio padrão; índices; diagramas; histograma e dispersão. Desta forma os alunos poderão entender como se dá as pesquisas estatísticas, que na maioria das vezes são realizadas por amostragem.

 

A diferença entre a matemática e a estatística é que a matemática apresenta resultados extremamente exatos, enquanto a estatística trabalha com as estimativas, amostras, entre outros, no qual demonstra que seus resultados não podem ser exatos, pois se modificam de acordo com o objeto de pesquisa.

 

 

4 CONCLUSÃO

 

O estudo da estatística não é recente. Muitos estudiosos criaram técnicas para realizar determinadas pesquisas.

 

Na escola a estatística esta presente em sala de aula, ou pelo menos deveria estar. Através do estudo e entendimento da estatística é possível entender os resultados de determinadas pesquisas. Para os alunos é difícil entender, por exemplo, como o IBGE consegue determinar a população do Brasil. Então se explica sobre o senso, que é a coleta de dados e depois se obtêm um resultado estatístico.

 

O interessante é que esses resultados não são exatos e por isso são chamados de estatística, pois, podem mudar de um dia para o outro, dependo da região que foi feita a pesquisa, no caso deste exemplo.

 

Entede-se que a estatística é utilizada em todas as áreas do conhecimento assim como em todas as áreas de trabalho humano.

 

 

5 REFERÊNCIAS

 

BARRETO, M. L. A Epidemiologia, sua história e crises: notas para pensar o futuro. In: Epidemiologia Teoria e Objeto (D. C. Costa, org.), pp. 19-38, São Paulo: Hucitec-Abrasco, 1990.

PERRENOUD, Philipp. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

 


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GESTÃO DEMOCRÁTICA: CONCEPÇÕES E VIVÊNCIAS

05-11-2008 às 22:46:00

GESTÃO DEMOCRÁTICA: CONCEPÇÕES E VIVÊNCIAS

 

 

                     Jaci E. S. Nunes

Profª. Rosinete Bloemer Pickler Buss

Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI

Pedagogia (NFD 0081) – Gestão Escolar

18/10/08

 

RESUMO

 

O gestor da escola precisa ter uma visão globalizada dos acontecimentos e das necessidades da escola. Um dos desafios iniciais para um profissional que atual na gestão escolar, é conhecer a escola, ou seja, os profissionais que fazem parte dela. O gestor deve sempre se colocar no lugar do professor, entendendo as dificuldades existentes em sala de aula e juntos, buscar solução para o problema. Muitos fatores contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, dentre eles o espaço da escola, que necessita ser adequado para promoção do ensino-aprendizagem.

 

Palavras-chave:. Escola; gestão escolar; alunos.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

            Ter uma concepção de gestão nas escolas atuais traz muitas indagações. Assim como o gestor escolar tem muitas preocupações e desafios a serem resolvidos. Pode-se chamar de desafios, pois, ao longo na jornada como gestor, irão encontrar muitos problemas, sejam institucionais ou pedagógicos, onde, todos precisam ser resolvidos com eficácia e rapidez.

 

            Mais do que ideal, a escola permite ao aluno muitas vivencias e é onde passa a maior parte de seu tempo (como no caso da educação infantil), por isso o espaço deve ser adequado para fornecer boas condições de aprendizagem.  

           

            Essas condições são físicas, onde é possível notar visivelmente, e também pedagógica, onde, inclui os avanços tecnológicos e a atualização permanente dos professores.

 

 

 

 

 

2  GESTÃO ESCOLAR

 

           

Para que exista uma boa gestão escolar e democrática, é necessária a participação de todos os envolvidos com a escola, como: pais, alunos, professores, orientadores e até a comunidade.

 

Uma escola com qualidade e eficácia é gerida com competência, agilidade, criatividade e entusiasmo, de forma participativa e colegiada, sendo que a direção deve estar: Aberta às necessidades da comunidade. Atenta à atualização dos professores e de sua prática pedagógica. Conectada aos avanços científicos e tecnológicos. Comprometida com a formação integral e o sucesso dos alunos. Empenhada em planejar, coordenar e avaliar a dinâmica da escola diante da realidade atual. Pronta para resolver os desafios da gestão escolar, numa visão democrática de projeto global da escola, para atender às contínuas exigências e às novas demandas da sociedade. (ACÚRCIO, 2004, p. 13).

 

 

Na garantia de uma gestão escolar eficaz, faz-se necessário que todos esses pontos estejam destacados no projeto político pedagógico da escola, uma vez que, este documento é um norteador no trabalho do gestor.

 

O gestor da escola precisa ter uma visão globalizada dos acontecimentos e das necessidades da escola. Necessita ser flexível e imediato na busca de soluções para os problemas decorrentes e saber definir o que é prioridade.

 

Para melhor organizar o seu trabalho e sua escola, a direção pode começar agrupando e classificando os desafios nas três dimensões que, entrelaçadas, constituem o espaço escolar: 1. Dimensão administrativa e humana (questões de infra-estrutura e de pessoal). 2. Dimensão sociopolítica e cultural (relações interpessoais com a comunidade e com a cultura). 3. dimensão pedagógica (questões relativas ao processo de ensino e aprendizagem, como o currículo e as práticas pedagógicas).  (ACÚRCIO, 2004, p. 14)

 

 

Tendo as metas definidas e sabendo da rotina da escola, permite que o gestor continuadamente possa rever seus desafios e se avaliar durante o processo de atuação.

 

 

3 DESAFIOS NA GESTÃO ESCOLAR

 

Para muitas pessoas parece fácil ser um gestor escolar. Muitos olham de fora e tem a impressão que o papel do gestor é de dar ordens. Não deixa de ser, mas não tão radical assim. Para que as coisas funcionem de uma forma racional é necessário impor certas regras e limites na instituição, pois, se isso não acontece fica a impressão de que cada um age da forma que julga correto.

 

Um dos desafios iniciais para um profissional que atual na gestão escolar, é conhecer a escola, ou seja, os profissionais que fazem parte dela.  Tem que observar em que nível os professores se encontram, tanto de conhecimento como de experiência e relacionamento com a instituição. Esta observação é adequada para que o gestor possa estudar uma forma de envolver o grupo e motivá-los para uma educação de qualidade e comprometida.

 

De acordo com Acúrcio (2004, p. 24) “De modo geral, pode-se dizer que o papel principal de um líder não é o de controlar, mas o de liberar energias, o de apoiar e orientar. O líder exerce três papeis fundamentais: 1. De projetista. 2. De professor. 3. Da administrador.”.

 

Portanto o gestor deve sempre se colocar no lugar do professor, entendendo as dificuldades existentes em sala de aula e juntos, buscar solução para o problema. Da mesma forma que deve estar aberto a questionamentos e novas idéias vindas de outros profissionais.


 

 

4 O AMBIENTE ESCOLAR

 

Muitos fatores contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, dentre eles o espaço da escola. Alguns pontos devem ser levados em conta, como: A organização; a auto-estima; livre expressão; limpeza, higiene, comunicação, autonomia, cidadania e consciência. Esses fatores contribuem para aprendizagem.

 

O professor também precisa deste ambiente favorecedor da aprendizagem e alem destes aspectos físicos destacados, precisa de certa flexibilidade na relação com o gestor da escola.

 

O professor necessita de um ambiente, conforme Acúrcio (2004, p. 25) “Sem muita formalidade, sem muita burocracia. Democrático, sem opressão. Aberto, que lhe permita ousar, errar sem culpa. Instigante, de diálogo, de troca. De trabalho sério, mas sem casmurrice.”.

 

Contudo liderar envolve burocracias, na qual o gestor não pode ocupar todo o tempo com isso. Além de ter que conhecer as leis e as normas que regem a educação entre outras, o foco principal deve ser a aprendizagem.

 

 

 

O professor espera e quer de seu diretor: Lucidez, clareza de objetivos. Coerência, lealdade. Alegria, bom humor, capacidade de rir dos próprios erros. Compreensão, apoio, orientação. Capacidade de formar uma equipe. Abertura, diálogo. Paciência, mas não complacência, tolerância. (ACÚRCIO, 2004, p. 25)

 

 

5 CONCLUSÃO

 

Muitas são as competências para se tornar um bom gestor escolar, e para que a escola se torne democrática é importante o envolvimento de todo o grupo. Se uma pessoa do grupo escolar não contribui para o bom funcionamento do sistema escolar, todo o grupo é prejudicado, pois, fica inviável a realização das metas propostas se todos não contribuírem.

 

A escola democrática é aquela, onde, todas contribuem para promover a aprendizagem dos alunos e a qualidade do ensino.

 

A pessoa que se torna responsável em administrar uma escola tem muitas tarefas e dentre elas muita burocracia. Esta parte administrativa e burocrática não deve tomar todo o tempo do gestor, uma vez que, a aprendizagem dos alunos está em primeiro lugar.

 

Para que essa promoção da aprendizagem seja eficaz o gestor necessita ver os dois lados: dos alunos como receptores de conhecimento, e dos professores como profissionais responsáveis a aptos para isso. Ambos fazem parte da mesma instituição e merecem as condições físicas adequadas para ensinar e aprender.

 

 

6 REFERÊNCIAS

ACÚRCIO, Marina Rodrigues Borges. A gestão da escola. Porto Alegre/Belo Horizonte: Artmed/Rede Pitágoras, 2004.

 


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