21-07-2008 às 22:25:00
[i][red]Quem se deixa fisgar pela beleza aparente
Nunca viverá, por completo, o amor
Nunca estará correto ao dizer que vive muitos momentos felizes
O que podes dizer, é que desfruta de vários momentos que lhe proporcionam distração:
Para burlar a dor
Inibir a míngua
Imitar o amor
Sustentar uma pseudovida
Promover um parcial sorriso
Encontrar um pequeno abrigo
Pois só tens felicidade de fato
Quem convive com a beleza real
Aquela que vai muito além de uma capa,
E de um formato bonito
Que possui o essencial conteúdo da vida
Todas as receitas do prazer
Todas as formas de sanar a dor
Todo rico e sincero amor.
Categorias: poema
06-05-2008 às 15:46:00
Começo de tudo
Não da pra saber
Passado ou futuro
Adoro você
Não é só com palavras
Que a gente pode dizer
Primeiro, o desejo
Depois o prazer
Até quando há lágrima
Adoro você
A vida não pára
Tempo que se tem pra viver
É agora
Hora melhor
Realizar
É agora
Amor para sempre
Amor quero ter
Se ontem ou amanhã
Adoro você
Não tem mais segredo
Nada que se possa esconder
No fim disso tudo
Não dá pra esquecer
Bons tempos e temporais
Adoro você
São tantas idéias
Com certeza não dá pra ver
O futuro
Realizar
Hora melhor
É agora
Categorias: poema
06-05-2008 às 15:35:00
Dualidade
Somos quem somos?
Esta dualidade que me permeia confunde.
Difunde, margeia, semeia caos, candeia
Sem luz, não conduz, contunde, mareia.
Fomos quem somos?
Tempo, areia me enterra ou aterra,
me apoia ou me prende,
me tolhe ou distende,
me cala ou me berra.
Calor e frio, vazio, completo
carente, repleto, sonhador, concreto.
Dualidade, maldade, fiel sem balança,
andança, estaguinação, mansidão, pujança.
Metade de mim arde, a outra congela.
Metade de mim é vida, a outra mazela.
Metade de mim irrompe, a outra afunda.
Metade de mim é glória, a outra imunda.
Seremos quem fomos?
Somos quem somos?
Dualidade, perversidade ou caridade?
Torvelinho, remanso, ação ou descanso.
Não sei! Se alguém sabe me conte.
Mas conte de manso.
Categorias: poema